sábado, 4 de junho de 2011

COLUNA DO FARINA - ROLÂNDIA - PR. (JORNAL TRIBUNA)

MINHAS AVENTURAS EM ROLÂNDIA NOS ANOS 70  
 
No meu tempo de jovem (não faz muito tempo não..risos) qualquer pessoa podia sair à noite ou de madrugada e nunca acontecia nada. A gente andava "duro" mas podia se divertir a vontade. Íamos aos bailes, voltávamos de madrugada e tudo era romantico e inocente. Havia sim rivalidade entre os jovens de cambé com os de Rolândia. Uma vez saímos em disparada com a TL do meu primo com os caras de cambé "metendo bala" em nós. Meu primo (Toninho L....) naquele dia dirigiu melhor que o Rubinho Barrichelo...(risos) Fazia curvas com duas rodas no ar, Eu que estava atrás era o "balanço" para o carro não caporar (risos). Ele correu tanto que fomos parar no Deizinho do Vermelho. Tinha um baile lá, desses de sanfona, aí o Toninho ergueu o vidro (era só poeira) e perguntou:  que lugar é esse aqui? O cara lá de fora (devia estar bêbado) respondeu: - Não fala assim não!..."Ocê tá no famoso Deizinho e não folga não que nóis não gostamos de forasteiros"!..Pronto!...Nem precisou falar mais nada...O Toninho engatou uma primeira e saiu jogando pó no cara do homem (ainda bem que ele nao estava armado risos...). Acabamos saindo no Bartira onde tinha um outro baile. Là foi tudo bem..passeamos na praça...paqueramos um pouco e depois voltamos para Rolândia.O máximo que fazíamos de loucuras era roubar pão e leite que eram deixados nas casas de madrugada. Quando a dona da casa acordava era só ir lá na varanda e pegar o pão quentinho e o leite natural da fazenda (quando algum filha da mãe não furtava...(risos). Na cidade toda havia no máximo uns vinte maconheiros...Uns caras da paz. Andavam sempre juntos e nao incomadavam ninguém. Só paz e amor (risos). Uma vez eu e dois primos fomos de táxi a um baile no Caramurú. Depois de chorarmos bastante a "corrida", cada um deu a sua parte da despesa. Mas só tínhamos o dinheiro para ir... Ficamos até de madrugada e depois voltamos a pé tentando pegar carona. Era noite de lua cheia....viemos contando causos e "proezas" e acabamos chegando. E é claro ninguém deu carona. Também naquela hora da madrugada quem iria parar para três rapazes cambaleando de tanto tomar "rabo de galo!....(risos) Nesta madrugada este mesmo primo, o toninho,   aprontou uma que eu nem conto....(Não!...conto sim)...passou um caminhão cheio de rapazes e moças....dedamos para pedir carona...além de não parar os caras começaram a gozar da nossa cara...(nos chingaram de bêbados). O meu primo pegou um torrão de terra e jogou... Minha nossa!...Que burrada!......os caras pediram para o motorista do caminhão parar e vieram pra cima de nós igual um vespeiro....nunca corri tanto....corremos do Pinheirão até a ponte do Cafezal...to cansado até hoje... (eu não sabia que era bom de pernas)...Deve ser a adrenalina. Na época nem sabia que medo tinha esse nome...(risos). A uma certa altura um dos caras gritou "lá vai bala"...olhei de lado e o meu primo Toninho estava correndo em zigue - zague...perguntei: - o que vc está fazendo? ele respondeu: - nao tá vendo ....é pras balas não acertar...aí os três começaram a correr em zigue e zague....(risos).  É...são boas lembranças...ainda bem que o cara atirou pra cima...Ou ele estava bêbado também, porque só ouvi os tiros, graças a Deus...(risos) Mas na dúvida corremos uns 5 quilometros sem olhar para trás..Êta povo valente sô!....(risos). Tirando alguns exageros o resto é verdade....(risos)
(José carlos farina - Advogado - Rolândia -Pr. )