domingo, 6 de outubro de 2013

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DANIEL E BURITI DE ROLÂNDIA NA FOLHA DE LONDRINA

BOTÂNICA - Primavera 'pré-histórica' no arboreto

Na coleção de espécies da Fazenda Bimini, em Rolândia, floresceu o buriti-palito, planta que surgiu quando o território paranaense tinha clima semiárido
Divulgação
Daniel Steidle (primeiro à esq.) apresenta o buriti-palito a estudantes durante visita ao arboreto: floração derrubou um enigma da botânica
Cachos em tom creme eclodiram em um dos arboretos da Fazenda Bimini, em Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), e por pouco não foram aplaudidos, como se tivessem acabado de apresentar um espetáculo aguardado por muito tempo. Treze anos depois de plantado, o buriti-palito – um tipo raro de palmeira ameaçado de extinção - desabrochou e se transformou em estrela da coleção de árvores dos Steidle, família que une o amor pela agricultura e pela botânica. "É um acontecimento histórico, transcendental", classificou com entusiasmo o engenheiro florestal Paulo Ernani Ramalho Carvalho, doutor em ciências florestais e pesquisador aposentado da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), unidade Florestas. 

O buriti-palito, buriti-do-paraná ou palmeira-leque da Bimini, cujo nome científico é Trithrinax brasiliensis, é considerado por Carvalho como um "relicto fóssil", ou seja um exemplar remanescente de uma flora outrora amplamente distribuída. A árvore, prima de espécies que habitam o cerrado brasileiro, era abundante no território paranaense há 15 mil anos, durante o pleistoceno, época que marca o surgimento do ser humano. À época, os campos se desenvolviam sob um clima semiárido, com uma longa estação seca. "Hoje a presença deste tipo de buriti na natureza está limitada às regiões de Guarapuava e Laranjeiras do Sul. É muito comum o cultivo em cativeiro, para paisagismo", explica. 

O florescimento surpreendeu Daniel Steidle, um dos proprietários da fazenda, que produziu farta documentação fotográfica sobre o auge da floração, na última semana de setembro e na primeira da primavera. Ele disse que a descoberta aconteceu durante uma das muitas visitas de alunos do ensino fundamental. Logo em seguida, Steidle divulgou algumas imagens na rede social comemorando o acontecimento. 

De tão importante, a floração derrubou um enigma da botânica: afinal, com quantos anos o buriti-palito amadure como ser vivo? "Em Rolândia, pela excepcional fertilidade do solo, o amadurecimento se deu em 13 anos. É uma resposta para uma pergunta muito antiga", explicou o engenheiro florestal, que lembrou os 20 anos de plantio de um exemplar no campo de testes da Embrapa em Colombo e que ainda não floresceu. 

Carvalho promete incluir a informação na próxima edição da série Espécies Arbóreas Brasileiras, que cataloga 340 espécies brasileiras em quatro volumes. A obra patrocinada pela Embrapa chega no início do ano que vem ao quinto volume, já em processo de finalização. "Vamos incluir a informação da florada na segunda edição", diz. 

Arboretos 

Os arboretos da Fazenda Bimini funcionam como uma espécie de jardim botânico informal da região, que ainda vive a expectativa de ver funcionar a unidade de Londrina, ainda sem data prevista para abrir ao público. Nos espaços, que somente em 2013, já receberam 5 mil crianças e adolescentes que estudam em escolas públicas, além de muitos pesquisadores e curiosos, existem cerca de 2 mil árvores. "Os arboretos se tornaram uma fonte de vida para a propriedade. Por causa da palmeira-jussara, por exemplo, começamos a observar tucanos-do-bico-verde, mutuns e jacutingas", garante. 

Em 1997, foi criado o primeiro arboreto, do tipo florestal, com espaçamento de três metros por 2,5 em uma área de meio hectare, onde estão plantadas 48 espécies diferentes. Três anos depois, os Steidle decidiram instalar o segundo arboreto na propriedade. No espaço de um hectare, foram plantadas espécies voltadas ao paisagismo urbano. Hoje, são 256 tipos de árvores diferentes, em um espaçamento de cinco por cinco metros, que preenchem uma área de pouco mais de um hectare. 

Em 2007, a Bimini ganhou o terceiro arboreto, do tipo comparativo, onde árvores de uma espécie, mas de origens diversas, crescem lado a lado. "Queremos que um dia nossos arboretos sejam reconhecidos como um verdadeiro jardim botânico, uma referência para as crianças. São lugares em que é possível vivenciar e potencializar os sentidos e tornar um momento como essa florada em algo inesquecível", afirmou Daniel. 

Carvalho monitorou todo o trabalho da família nestes 16 anos de dedicação à botânica. O pesquisador supervisiona o desenvolvimento das espécies e funciona como um padrinho da iniciativa. A floração do buriti parece ser mais um prêmio para o trabalho, reconhecido como precioso para a botânica brasileira por muitos estudiosos. "Só lamento que os arboretos de Rolândia sejam tão subutilizados pelos estudantes universitários. É necessário que eles conheçam este trabalho porque trata-se de uma das melhores coleções de árvores do Paraná", afirmou o especialista.

Lúcio Flávio Moura
Reportagem Local

ROLÂNDIA PERDE PARA SÃO PAULO EM NUMERO DE ÁRVORES E PRAÇAS

Assistindo pela TV a maratona internacional de São Paulo notei que a cidade mais poluída do Brasil possui mais praças e mais árvores com relação a Rolândia. É claro que mantendo a proporcionalidade. Taí mais um dado para servir como embasamento que não podemos vender as praças dos bairros. Nenhuma cidade  que dê importância a qualidade de vida e a sustentabilidade pode vencer uma área  que seja destinada a praças. E ainda temos uma agravante. Rolândai posssui um "pica-pau" que não dádescanso a sua motosserra. Todo dia se vê árvores sadias sendo sacrificadas para que certas donas de casas nao precisem varrer mais suas calçadas.  Atenção prefeito e vereadores de Rolândia. Vamos manter nossas praças e nossas árvores. Rolândia tem dono. O povo é quem manda. Fóóra chumbo!....TEXTO e FOTO by JOSÉ CARLOS FARINA