domingo, 1 de março de 2015

Justiça determina volta dos professores do 3º ano; APP continua com greve

Rafael Fantin - Redação Bonde

O juiz de plantão Victor Martim Batschke do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) concedeu no início da noite de sábado (28) uma liminar que determina o retorno dos professores do 3º ano às salas de aula em 48 horas e a garantia de 30% do efetivo de servidores da área administrativa nos colégios estaduais. A informação foi confirmada pela assessoria do Governo do Estado.

Além disso, uma multa diária de R$ 10 mil teria sido estipulada pelo descumprimento da decisão. Os professores paranaenses entraram em greve no último dia 9, quando se iniciava o ano letivo, por causa do 'pacotaço' do governo Beto Richa e também devido aos atrasos nos pagamentos dos servidores.

Gustavo Carneiro/Equipe Folha

Segundo informações da assessoria do Governo do Estado, o juiz determinou o retorno dos professores do 3º ano para evitar "prejuízos" aos alunos que se preparam para vestibulares e para a prova do Enem. Assim, o Estado deve solicitar a extensão da medida para outras turmas, já que o governo defende que os demais alunos também estão sendo prejudicados pela paralisação.

Os diretores das escolas também receberam a orientação na última quinta-feira (26) para abertura das escolas e convocação dos alunos. "O Governo do Estado aguarda que os professores, e já há uma grande parcela de descontentes com o andamento do movimento de greve, retomem as aulas na próxima segunda-feira, dia 2 de março", afirmou o governo em nota enviada à imprensa.

Greve continua

A APP Sindicato informou que não foi comunicada oficialmente sobre a liminar da Justiça e aguarda a notificação para se manifestar. A entidade adiantou que deve recorrer de decisão e informou que a greve continua no Paraná pelo menos até quarta-feira (4) quando a categoria discutirá o assunto em assembleia geral.

Na noite de sábado, o sindicato defendeu a legalidade da greve em nota divulgada no site da APP. "Consideramos que a greve é legal visto o respeito a todos os procedimentos apontados na lei de greve."

Caminhoneiros fecham cruzamento das avenidas JK e Higienópolis

JORNAL DE  LONDRINA 

Texto: Tatiane Salvatico
 

Centenas de motociclistas, caminhoneiros e motoristas seguiam da Avenida Tiradentes para o centro da cidade por volta das 16h30. Nos veículos dizeres como “Fora Dilma”
  
Motoristas de caminhões protestaram na tarde deste domingo em Londrina (Crédito: Ewandro Schenkel/JL)
 
Por volta das 16h30 deste domingo (1o), centenas de manifestantes prometiam impedir o trânsito na Avenida Juscelino Kubitscheck, no centro de Londrina. No mesmo horário, caminhoneiros, motociclistas e motoristas de carros de passeios seguiam pela Avenida Tiradentes em direção ao centro da cidade.

Nos veículos, mensagens de apoio à greve dos caminhoneiros e dizeres como “Fora Dilma”. Um motociclista identificado apenas como Fernando disse à reportagem que a manifestação era espontânea. “Eu ouvi o barulho dos caminhoneiros que estavam em Cambé e decidir me juntar a eles porque eu apoio a greve.”

“Nós vamos fechar a JK”, disse um caminhoneiro acompanhado da família ao JL.



(Crédito: Telma Elorza/Jornal de Londrina)
  • (Crédito: Telma Elorza/Jornal de Londrina)
  • (Crédito: Telma Elorza/Jornal de Londrina)
Por volta das 17 horas, os manifestantes estavam próximos ao cruzamento da Avenida JK com a Rua Fernando de Noronha. Todos seguiam pela pista da direita, mas ainda não havia impedimento do tráfego.

Minutos depois, os caminhoneiros chegaram ao cruzamento das avenidas JK com Higienópolis. No mesmo horário, a pista da direita começou a ficar tomada pelos veículos estacionados.

O protesto se dispersou por volta das 17h20 na altura da Rua Benjamin Constant.