domingo, 5 de abril de 2015

Um morre e dois ficam feridos na saída de Rolândia p/Arapongas

grave acidente na BR-369

Redação Bonde

Um homem de 28 anos morreu e outras duas pessoas ficaram feridas em grave acidente registrado durante a madrugada deste sábado (4) na BR-369, nas proximidades do posto Costelão, em Rolândia (região metropolitana de Londrina).

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o condutor de um carro de cor preta teria perdido o controle na rodovia e batido violentamente contra um contâiner localizado às margens da pista. O motorista, identificado como Luís Henrique Assis, foi ejetado do automóvel após a batida e morreu na hora. O corpo dele foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina.

Já os dois passageiros do veículo, não identificados, sofreram ferimentos graves. Eles foram atendidos pelo Samu de Arapongas e encaminhados para o Hospital João de Freitas.

Reprodução/Portal Rolândia 190
Reprodução/Portal Rolândia 190


O carro conduzido pela vítima fatal ficou completamente destruído após o acidente.

NACIONAL NAC DE ROLÂNDIA VENCE A 1ª NO TORNEIO DA MORTE

GOL DE TCHARLES.. 1 A ZERO. UMA BRILHANTE VITÓRIA. UM BOM JOGO PARA A EQUIPE DE ROLÂNDIA, QUE AINDA PERDEU DOIS GOLS FEITO. O LONDRINA PERDEU EM CASA PARA O MARINGÁ, DE VIRADA, 2 A 1.

Redação Bonde






O Nacional, de Rolândia, venceu o Rio Branco pelo placar de 1 a 0, na tarde deste domingo (5), no Gigante do Itiberê, em Paranaguá, na primeira rodada do Torneio da Morte. O gol da vitória foi anotado por Tcharlles aos 36 minutos do primeiro tempo.

Com o triunfo, a equipe somou três pontos enquanto o Leão da Estradinha permanece com zero. Na próxima rodada, o Nacional receberá o Atlético-PR na quinta-feira, dia 9, às 19h30. O Rio Branco, por sua vez, visitará o Prudentópolis, na quarta-feira, dia 8, às 20h.

DR. PEDRO KRELING DE ROLÂNDIA NA FOLHA DE LONDRINA


Médico de coração

Em plena atividade, cardiologista completa 50 anos de profissão e recebe homenagem do Conselho Regional de Medicina pela atuação

Anderson CoelhoProfessor aposentado do curso de Medicina da UEL, Pedro Kreling atende em seu consultório e em três hospitais, e também prepara um livro: "Não quero partir dessa sem deixar um legado"
"Não penso em parar", avisa o cardiologista Pedro Kreling, que comemorou recentemente cinco décadas de profissão. A data especial rendeu homenagens do Conselho Regional de Medicina (CRM) pelo trabalho ininterrupto nesses 50 anos, sem quaisquer advertências ou penalidades. A cerimônia aconteceu em Curitiba, mesma cidade em que Kreling se formou, em 1964. "Foi uma linda homenagem, no Dia do Médico, 18 de outubro."

Segundo Kreling, foram dois sentimentos. "Me fez pensar duas vezes, com alegria, porque minha mulher e meu filho estavam lá comigo, e também com uma certa nostalgia. Me lembrei quando saía do HC (Hospital das Clínicas) para almoçar e pensava na contagem regressiva para a formatura", conta o médico. Nascido em Selbach, Kreling deixou o Rio Grande do Sul ainda pequeno para acompanhar a família, de mudança para Rolândia. "Foram vários dias de trem", lembra o médico sobre a viagem que o trouxe para o Norte do Paraná.

Londrina entrou na história do médico quando ele e um grupo de sete amigos decidiram que queriam mais da vida. "Em cidade pequena, os estudos paravam no ginásio. Queríamos estudar e por isso viemos para Londrina, onde fizemos o científico", conta. Na sequência, optou pela Medicina, uma das pouquíssimas ofertas de curso superior naquela época, ao lado de Engenharia e Direito. "A única faculdade de Medicina ficava em Curitiba", lembra.

Kreling só passou no segundo vestibular. "Não tinha dinheiro para o cursinho, que era muito caro", conta. "Sabia que a minha performance não tinha sido boa, então comecei a ver a lista dos aprovados pelo final e vi meu nome em segundo lugar", diverte-se o médico.

No segundo ano de faculdade, um susto familiar o fez optar pela cardiologia. "Meu pai faleceu, disseram que foi um mal súbito. Foi quando eu decidi que seria cardiologista", define. Com o diploma nas mãos, rumou a São Paulo para fazer a residência. "Tinha ligado para o Dante Pazzanese e quando peguei o táxi da rodoviária me levaram a um outro hospital, não sabia que havia dois HCs. Mas foi a minha sorte, acabei acertando com o Luis Venere Décourt, que foi meu exemplo, um professor sério, humanista, um estudioso", lembra.

Nos três anos fazendo residência em São Paulo, Kreling teve contato com Euryclíades de Jesus Zerbini, conhecido por ter feito o primeiro transplante de coração no Brasil, em 1968. "Nós preparávamos os pacientes para o Zerbini", lembra o médico, que viveu na capital paulista todo o início do cateterismo no País, um momento efervescente.

Ao voltar para Londrina, no final da residência, uma dica do mestre Décourt serviu para os próximos 40 anos de vida profissional de Kreling. "Ele me disse que seria bom que eu entrasse para a faculdade, que eu fizesse dois períodos, um no consultório e outro dando aulas. Segundo ele, isso iria aprimorar tanto um quanto outro. Eu não ficaria rato de laboratório, se optasse apenas pela faculdade, ou não evoluiria cientificamente, se ficasse apenas no consultório", lembra.

Foram 40 anos, até a aposentadoria, dedicados ao curso de Medicina da Universidade Estadual de Londrina. "Aceitei um convite do Ascêncio Garcia Lopes para ser professor", explica Kreling, que foi um dos pioneiros do curso londrinense. "A aula inaugural foi dada pelo então governador do Paraná Paulo Pimentel no dia 3 de março de 1967, no Teatro Ouro Verde."

"Até falei para minha esposa, Neusa, que gostaria de ver como é não fazer nada por uns dois anos", explica o médico, que tem a fotografia como hobby. "Também jogo tênis regularmente e já fui colecionador de selos, filatelista, e de moedas, mas parei", lista. Nos últimos três anos Kreling vem se dedicando ao livro "O coração: seus mitos, sua história, seus males", que deve ser publicado ainda este ano. "Não é um livro técnico, é para o leigo, mas também não é para aprender a se tratar", adianta.

O cardiologista também prepara uma autobiografia, reunindo documentos e fotos antigas. "Não quero partir dessa sem deixar um legado, que eu passei por aqui", avisa Kreling.
Karla Matida
Reportagem Local