quinta-feira, 9 de julho de 2015

Mulher desmaia durante teste de baliza e carro bate em muro

Ela teria ficado nervosa ao ouvir do examinador que estava reprovada no exame do Detran-PR

Gesli Franco, Da Gazeta Do Povo



Uma mulher de 63 anos que fazia o teste de baliza no pátio do Departamento de Trânsito (Detran-PR) em Nova Esperança, região Noroeste do Paraná, perdeu o controle do carro e bateu em um muro, na manhã de quarta-feira (8). De acordo com o proprietário da autoescola onde ela se preparou para o exame, Roberto Rodrigues, a aluna teria passado mal e desmaiado no momento do acidente. Ela não se feriu.

“No momento em que ela ouviu do examinador que estava reprovada por bater em um protótipo, ficou nervosa, foi perdendo os sentidos, tirou o pé da embreagem e acelerou. Foi tudo muito rápido”, conta Rodrigues. Ele ainda comenta que este foi o primeiro teste de direção da aluna.

O veículo, pertencente à autoescola, ficou com a parte da frente danificada. Logo após o susto, o Corpo de Bombeiros foi acionado e a mulher levada ao hospital de Nova Esperança. Ela teve alta horas depois.

Mulher de 63 anos ficou nervosa ao saber que estava reprovada em teste de direção, passou mal e bateu carro da autoescola.

Londrinense aprova extensão do horário do comércio de rua

FOLHA WEB

09/07/2015


Comerciantes, comerciários e clientes consideram que medida seria positiva, mas trabalhadores do setor se dividem sobre ampliação do próprio expediente

Anderson Coelho
Sindicatos patronais e de trabalhadores do comércio travam um debate acalorado sobre a abertura de lojas em feriados, tardes de sábado ou horários estendidos
 
A maioria dos londrinenses e dos comerciantes gostaria que o comércio de rua abrisse em horários diferenciados, como à noite e nas tardes de sábado, mas os trabalhadores de loja estão divididos, meio a meio, entre a manutenção ou a extensão do expediente atual, conforme pesquisa feita pelo Multicultural Instituto de Pesquisa, encomendada pela FOLHA e pela Rádio Paiquerê AM. As entrevistas foram feitas com 526 pessoas entre os dias 4 e 7 deste mês, para oferecer informações sobre as perspectivas dos três elos que compõem o setor e contribuir para um debate que tem rachado os sindicatos patronais e de trabalhadores na cidade. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%. 

Para 76% dos comerciantes, para 62% dos comerciários e para 71% da população em geral há interesse na abertura de lojas em dias úteis à noite ou nas tardes de sábado. Porém, 48% dos funcionários preferem a manutenção do horário atual, das 9 às 18 horas até sexta-feira e das 9 às 13 horas de sábado. Outros 45% consideram melhor a extensão do expediente até 20 horas em dias úteis e até 18h aos sábados e 4% esperam que a escolha seja livre. As duas opções de mudança somam 49%, um empate dentro da margem de erro com a proposta mais votada. 

Entre os proprietários, 53,5% desejariam ter o horário livre para escolher, 30% gostaria de manter o expediente atual e 16,5%, a extensão até 20 horas. Os índices entre os clientes foram de 24%, 25% e 42%, respectivamente. 

Sobre a ampliação do horário do comércio aberto desde que sem aumentar a quantidade de horas de cada trabalhador e respeitando as leis trabalhistas, 83% dos comerciantes dizem sim e 13% dizem não. A diferença cai para os funcionários, com aprovação por 48% e rejeição por 40%. Para a população em geral, os resultados são de 66,5% e 26%, respectivamente. Os índices que faltam são de pessoas que não sabem ou não responderam. 

O diretor estatístico do Multicultural, Edmilson Vicente Leite, afirma que a diferença se deve ao fato de todos considerarem que um expediente maior do comércio é bom para o consumidor, mas terem dúvidas sobre a viabilidade econômica ou sobre possíveis prejuízos familiares e trabalhistas. "É como se a pessoa quisesse que o horário de abertura mudasse, mas não o em que ele trabalha", afirma. 

Comparação a shoppings

Os entrevistados também opinaram se a abertura em horários diferenciados é vantajosa para funcionários de shoppings centers e hipermercados. Para 58% dos patrões, é ótima ou boa. Outros 17% consideram regular e 16%, ruim ou péssima. 

Entre os funcionários, 50% vê como ótima ou boa, 17% como regular e 23% como ruim ou péssima. Os clientes são os que mais veem prejuízos, com 47% avaliações positivas, 15% medianas e 29% negativas para a vida do trabalhador. 

Racha

Nos últimos anos, os sindicatos patronais e de trabalhadores do comércio travam um debate acalorado sobre a abertura de lojas em feriados, tardes de sábado ou horários estendidos. Os comerciantes querem liberdade para escolher para melhorar a competitividade em relação a shoppings centers, enquanto os funcionários temem a perda de direitos, o desgaste físico e mental e do convívio familiar. O último capítulo foi o fechamento no feriado do Padroeiro de Londrina, que é comemorado na sexta-feira da semana seguinte ao Corpus Christi e, neste ano, caiu na mesma data do Dia dos Namorados, o que teria prejudicado as vendas. 

Crise

Apesar do mau momento vivido pela economia, comerciantes e comerciários são mais otimistas em relação ao próprio emprego do que a população em geral. Entre os patrões, 57% se sente estável no quesito, 30% não se sente e 13%, mais ou menos. Para os empregados, 60% estão confiantes, 33% não estão e 7%, mais ou menos. Para os clientes, 47% acreditam na estabilidade, 46% têm medo e 7%, tanto faz. 

Fábio Galiotto (Reportagem Local)

NOTA DE FALECIMENTO

É com muito pesar que informamos o falecimento de Osvaldecir Lopes Pozze, 56
anos. O Velório é na Capela Central, e o sepultamento ocorrerá nesta sexta-feira (10/07/2015) às 15h30min.