sexta-feira, 12 de agosto de 2016

ROLÂNDIA NA GLOBO ( PRESOS TRANSMITEM AO VIVO DA CADEIA )

G1.GLOBO.PR

Presos fazem transmissão ao vivo no Facebook de dentro de cadeia no PR

Vídeo foi exibido por volta das 13h desta quinta-feira (11), em Rolândia.
Presos conversaram com usuários de rede social e usaram drogas.

Aline Pavaneli
Do G1 PR
Presos da Delegacia de Rolândia, no norte do Paraná, fizeram uma transmissão ao vivo pelo Facebook, de dentro da cadeia, por volta das 13h desta quinta-feira (11). Pelo menos seis homens aparecem no vídeo, que também mostra roupas penduradas e o que aparenta ser o pátio da delegacia.
O vídeo tem mais de doze minutos. Os presos conversam com os usuários da rede social, que respondem no post da transmissão. “Ali, ó, tá ao vivo, vamo (sic) aparecer na mídia, piazada”, diz um dos presos. “Ao vivo lá na internet, rapaz”, comenta outro. “Logo nóis tái (sic) de volta, aí no mundão”, fala outro preso.
Eles também fumam um cigarro, que dizem ser de maconha. “Ervinha pra acalmar os neurônios”, diz um dos homens. Um dos presos mostra garrafas plásticas que são usadas para fazer exercícios físicos. “Fazendo um pesinho pra ficar forte”, fala o homem.
Ao fundo, é possível ouvir o barulho de um aviso sonoro que pode ser de aparelho celular.
Após a divulgação do vídeo, a Polícia Civil fez uma vistoria na delegacia e apreendeu o celular do preso que fez a transmissão pela rede social. De acordo com o delegado Osnildo Carneiro Lemes, responsável pela delegacia, o detento usa um nome falso no Facebook e está preso por tráfico de drogas.
Outros aparelhos celulares também foram apreendidos. Os policiais não encontraram drogas nas buscas.
Lemes informou ao G1 que um procedimento será instaurado para apurar como os celulares entraram na cadeia, assim como para investigar a presença de drogas por lá. Ele diz acreditar que os aparelhos são arremesados, já que o muro da delegacia é virado para a rua. "Isso facilita o arremesso de celulares da rua para dentro da delegacia", afirmou o delegado.
A guarda da cadeia é feita por agentes de cadeia do Departamento de Execução Penal (Depen). Segundo a polícia, será apurada eventual responsabilidade deles na entrada dos celulares e, possivelmente, de drogas.
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