quarta-feira, 15 de março de 2017

BRASIL PARADO NESTA QUARTA-FEIRA


JORNAL DO BRASIL (JB.COM.BR)

Categorias se mobilizam para greve geral em todo país nesta quarta-feira



"No dia 15 de março faremos um Dia de Paralisação Nacional contra os retrocessos das reformas" diz o comunicado do ato convocado no Rio pelo Facebook. 

Na data, diversos sindicatos e categorias de trabalhadores prometem parar por 24 horas em todo o país para protestar contra os pacotes de reforma propostos pelo governo de Michel Temer. 

As áreas de educação e saúde já aderiram à greve, que também já tem adeptos da justiça, da polícia civil e do setor de transporte público em alguns estados. O Sindicato dos Professores do Município do Rio e Região (Sinpro-Rio) também aderiu a paralisação, incluindo escolas particulares. 

"Quando outras categorias aderem é o indício de uma greve geral. Todos estão vendo a gravidade desse momento. Não existe déficit na previdência, a gente vem afirmando isso há muito tempo", disse a coordenadora geral do Sepe-RJ, Marta Moraes. Está marcado um ato em frente a Igreja Candelária, no Centro do Rio, nesta quarta (15) às 16h. 

Congresso

O líder do PMDB e ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), criticou duramente o projeto da reforma da Previdência enviada pelo governo Michel Temer ao Congresso. Renan afirmou que há graves equívocos na proposta. As declarações foram dadas na segunda-feira (13). 

"Nós precisamos, claro, atualizar as regras da Previdência, fazer uma reforma. Mas essa proposta que o governo mandou para o Congresso, da forma como ela está, não tem condição nenhuma de passar", afirmou o senador, acrescentando: "O Lula fez uma reforma, o Fernando Henrique fez uma, a Dilma fez uma e o Michel vai fazer a dele. Mas é reforma possível, não é a definitiva."


Já o presidente da Câmara Rodrigo Maia defendeu a reforma, destacando para a igualdade nas regras para homens e mulheres. Maia afirmou nesta terça-feira (14) que as mulheres lutem por um equilíbrio na relação de gênero em todos os temas da sociedade. 

“As mulheres têm um pleito histórico no equilíbrio na relação de gênero em todos os temas da sociedade, e também na idade mínima. Acho que quando você quer caminhar para esse equilíbrio, como uma maior participação no mercado de trabalho, e na política, acho que tem que ser um equilíbrio para tudo”, disse Maia.

Segundo ele, na medida que as mulheres caminham para uma participação mais efetiva na sociedade, é natural que se caminhe também para o equilíbrio na idade mínima de aposentadoria. “Há um pleito de não ser tratada como apêndice dos homens, elas querem uma participação mais efetiva no mercado de trabalho, na sociedade, na política e quando o governo caminha para uma reforma, é obvio que se caminha para esse equilíbrio”, reforçou.

Rodrigo Maia informou que pretende colocar em votação a proposta da reforma da Previdência em abril, e voltou a defender a aprovação do texto da forma como foi encaminhado pelo governo. “Ela (a proposta) é boa, atende aos objetivos do governo, não tira salário e aposentadoria de ninguém hoje, como Portugal e a Grécia fizeram”, ponderou.