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ROLANDIA E O NORTE DO PARANÁ

sábado, 12 de novembro de 2011

A SITUAÇÃO DE LUPI SE AGRAVA MUITO

VEJA.ABRIL


Ministro viajou em avião pago por dono de ONGs acusadas de fraudar Ministério do Trabalho; pior: o dito-cujo estava junto. Pior ainda: disse a deputados, em depoimento oficial, que isso não aconteceu

É… O ministro Carlos Lupi ama demais da conta a presidente Dilma Rousseff! Pena que seu amor pela ética pública e pela, como posso chamar?, congruência entre versão e fatos não tenha igual intensidade. A VEJA desta semana traz uma reportagem de seis páginas, de autoria de Daniel Pereira, Hugo Marques, Gustavo Ribeiro e Paulo Celso Pereira, que demonstra, mais uma vez, por que a permanência deste senhor no Ministério do Trabalho é um acinte. Dilma terá de escolher entre a baba amorosa do ministro e a decência. A síntese da pilantragem de agora é a seguinte: em viagem oficial ao Maranhão, Lupi usou um avião alugado por um dos principais acusados de desviar dinheiro de convênios com o ministério. E o tal acusado estava entre os passageiros! Indagado na Câmara se conhecia o dito-cujo ou se já tinha voado com ele, o fanfarrão negou de pés juntos. Vale dizer: contou aos deputados, numa sessão oficial, aquela coisa que é o oposto da verdade. É caso para demissão sumária e para CPI. Insisto: não se tinha uma evidência dessa gravidade contra Orlando Silva, por exemplo.
Reproduzo trechos da reportagem. Leia a íntegra na versão impressa da revista.
Na manhã do dia 13 de dezembro de 2009, um avião de pequeno porte decolou de Imperatriz com destino a Timon, também no estado do Maranhão. Quando o King-Air branco com detalhes em azul, de prefixo PT-ONJ, já cruzava o céu na altitude e na velocidade determinadas no plano de voo, o então assessor do Ministério do Trabalho Weverton Rocha tomou um susto. Pela janela, ele viu um rastro de fumaça perto do tanque de combustível. Disciplinado, avisou imediatamente seu chefe, o ministro Carlos Lupi: “Olha, parece que está vazando querosene”. Osso duro de roer, como se definiu na semana passada, Lupi reagiu com a confiança e a verborragia que lhe são peculiares. “Nada de mau vai nos acontecer. Tenho 49 orixás que me acompanham”, disse, ecoando um de seus mantras prediletos. Em seguida, o ministro avisou o comandante do problema. O avião retornou a Imperatriz, foi consertado e retomou a viagem ao destino final. Estavam a bordo também o ex-governador do Maranhão Jackson Lago, já falecido, o então secretário de Políticas Públicas de Emprego do ministério, Ezequiel de Sousa Nascimento, e um convidado especial - o gaúcho Adair Meira. Naquele domingo, Lupi, Rocha, Lago e Nascimento, todos do PDT, participaram de um ato político em Timon. Nos dois dias anteriores, percorreram sete municípios maranhenses em uma intensa agenda oficial, divulgada no site do Ministério do Trabalho, reservada ao lançamento de um programa de qualificação profissional no estado. Nos trajetos entre cidades, usaram o mesmo King-Air e estiveram sempre acompanhados do convidado especial Adair Meira a bordo.
Meira não é do PDT, mas tem relações intestinais com o partido. Ele comanda uma rede de ONGs que têm contratos milionários com o Ministério do Trabalho. Era, portanto, um interessado direto no programa que estava sendo anunciado no Maranhão. Mais do que isso. Foi Meira quem “providenciou” o King-Air que transportou o ministro e os pedetistas do governo pelo Maranhão, numa daqueles clássicas confraternizações entre interesses públicos e privados, cuja despesa acaba sempre pendurada na conta do contribuinte. O ministro Carlos Lupi cumpriu uma agenda oficial, usando um avião privado, pago por um dono de ONG que tem negócios com o ministério. E, pior, um dono de ONG acusado de fraudar o próprio ministério. (…)
Aos deputados, Lupi afirmou desconhecer Adair Meira. “Eu não tenho relação nenhuma, absolutamente nenhuma, com o - como é o nome? - seu Adair”. afirmou, num providencial lapso de memória. Depois, emendou: “Posso ter e devo ter encontrado com ele em algum convênio público. Não sei onde ele mora.” Quanta descortesia. No fim de 2010, um ano após o tour maranhense, a Fundação Pró-Cerrado e a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renaspi), duas ONGs de Meira, receberam do Ministério do Trabalho, numa solenidade em Brasília, o Selo Parceiros da Aprendizagem, concedido a entidades consideradas de excelência na formação profissional. Na mesma ocasião, a Renaspi foi escolhida pelo ministério como parceira num projeto para qualificar trabalhadores no Maranhão - isso apesar de ter credenciais nem de longe abonadoras. A Procuradoria da República já pediu a devolução de recursos públicos embolsados pelas entidades de Meira. A Controladoria-Geral da União (CGU ), por sua vez, apontou uma série de irregularidades nos contratos executados por ela. Na audiência com os deputados, Lupi garantiu que quase nunca viaja em aviões particulares. E assegurou que jamais se locomoveu à custa de Meira. “Nunca andei em aeronave pessoal nem dele nem de ninguém”, disse o ministro. Lupi esqueceu de combinar a versão com um de seus antigos assessores.
(…)

Leia a íntegra na revista. Como se nota, não precisa ser uma bala para tirar Lupi do Ministério do Trabalho. Basta a ética pública.

Por Reinaldo Azevedo

FARINA PUBLICA MATÉRIA NO SITE UNIÃO CONTRA A DESTRUIÇÃO DO BOSQUE DE LONDRINA

JOVENS DE LONDRINA PROTESTAM CONTRA A DESTRUIÇÃO DO BOSQUE

BONDENEWS

André Bueno/Bonde
Manifestantes conversam sobre os protestos que serão realizados no Bosque Municipal
André Bueno/Bonde
Faixa repudiando a derrubada das 17 árvores também foi fixada no local
André Bueno/Bonde
Cartaz chama atenção pelo descaso dos órgãos públicos com o local
André Bueno/Bonde
Grupo fará atividades durante 10 dias protestando pelo projeto de revitalização
Cerca de 50 manifestantes se reuniram na tarde deste sábado (12), no Bosque Municipal de Londrina, para iniciar uma série de atividades de protesto contra a derrubada de 17 árvores no local, ocorrida na manhã de sexta-feira (11). 



A manifestação repudiando o fato ocorreu após uma foto ser postada no Facebook pelo jornalista Guto Rocha. "Acredito que não mudará nada o fluxo de veículos, e, sim, haverá mais sobrecarga de carros nas ruas ao lado do espaço. Matar as árvores não resolverá os problemas aos arredores do Bosque", argumentou. 


Na ocasião, ficou definido que haverá protestos durante 10 dias no Bosque, sendo que durante as atividades serão realizados: o 'abraço no Bosque', o 'funeral das árvores', o 'replantio de mudas' e 'revitalização e limpeza do espaço'. Além disso, segundo uma das organizadores, Gisele Almeida, haverá também protestos parainformar o público que utiliza o Igapó II sobre as ações no Bosque Municipal. 


"O pessoal não ocupará o local por 24 horas e, sim, iremos utilizar o espaço com manifestações para mostrar o erro que cometeram. Queremos chamar a atenção de Londrina para o assassinato que aconteceu neste espaço", enfatizou Gisele. "Pretendemos também ir á Câmara Municipal pedir explicações do que aconteceu aqui para que outros espaços não sejam atingidos por projetos como este", complementou. 


A iniciativa uniu diversos estudantes que conversaram sobre a legitimidade da ação, já que conforme eles, a Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Obras, CMTU e o próprio Prefeito Barbosa Neto não divulgaram as ações que iriam acontecer no Bosque Municipal. Além disso, questionaram o fato de que a revitalização poderia trazer mais segurança aos frequentadores, tendo em vista de que há a Guarda Municipal no local. 

O projeto de revitalização do espaço foi elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) para que haja um fluxo maior de veículos na rua Piauí, entre as avenidas São Paulo e Rio de Janeiro. 

PROTESTO HOJE PELA PRESERVAÇÃO DO BOSQUE DE LONDRINA


O MAIOR CRIME AMBIENTAL DE LONDRINA DE TODOS OS TEMPOS

Hoje pela manhã o pessoal autorizado pela Prefeitura fizeram o maior "estrago" no bosque que honrosamente o povo de Londrina conservou por mais de 80 anos. Não foi para isso que a Cia de Terras reservou este bosque. Já em 1930 a Cia de Terras profetizava que Londrina iria se tornar uma grande metrópole e precisaria deste Bosque para rebater o calor e umedecer o ar através da fotossíntese graciosamente feita pelas árvores. Os inteligentes engenheiros ingleses planejaram também com este bosque um lugar para que pudéssemos contemplar a maravilhosa criação de Deus, pois ali temos belas árvores e belas aves que ainda se arriscam pousar e cantar nas alvoradas e no  entardecer. Bom, me desculpem os engenheiros atuais da prefeitura de Londrina, mas eu, mesmo não tendo a vossa formação, não deixaria cortar uma árvore sequer desta santuário ecológico. No meu entendimento, comparando o Bosque de Londrina com o Parque do Ingá de Maringá, nós teríamos que plantar o dobro de árvores. Perdemos mais uma vez para Maringá em qualidade de vida. Isso que os novos planejadores da cidade fizeram não passa de um crime contra o meio ambiente. Nunca mais recuperaremos estas centenárias arvores, mesmo que um outro prefeito queira amenizar este prejuízo ambiental. Este pequeno trecho de rua aberto com a morte destas indefesas árvores não vai  aliviar nada o caos que vemos em nosso trânsito. São milhares de carros que transitam a todo instante. A única solução para aliviar este intenso trânsito seria proibir o trânsito de véiculos de acordo com as placas em dias alternados. O bosque não é culpado de nada. Sou morador de Rolândia mas  estou sentido muita dor no peito pela matança destas pobres e lindas árvores que já estão fazendo falta para o nosso meio ambiente. Deixo aqui o meu protesto. Protesto de alguém que ama e defende o meio ambiente já há mais de 25 anos. Peço ao povo de Londrina que nunca mais permita crimes iguais a este. Deus tenha piedade e misericórdia de quem assinou esta triste ordem. Você será lembrado no futuro como um inimigo do meio ambiente. JOSÉ CARLOS FARINA - ADVOGADO - ROLÂNDIA - FOTO GUTO ROCHA
COMENTÁRIO RECEBIDO

Vc está certíssimo José Carlos, mas uma coisa eu não sou a favor do que voce mencionou no texto, sobre alternancia de placas em Londrina, vide Sao Paulo.

Sou contra isso porque: Os transportes coletivos de londrina estão sempre lotados; não há semáforos sincronizados, aumentando a dificuldade de fluidez do trânsito; asfaltos irregulares, buracos, falta de sinalização, falta de investimento em educação e consientização no trânsito de Londrina, entre outros fatores. Por isso acho que está longe de ser necessário alternância de carros em Londrina, isso vai prejudicar as pessoas sendo que não há necessidade, haverá impulsão por ter ainda mais carros na garagem com placas diferentes, deixando o sistema totalmente caótico e desnecessário. Este é o meu ponto de vista, espero que reflita. Abraços. HENRIQUE


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FARINA PROTESTA CONTRA A MATANÇA DE ÁRVORES DO BOSQUE DE LONDRINA


Hoje pela manhã o pessoal autorizado pela Prefeitura fizeram o maior "estrago" no bosque que honrosamente o povo de Londrina conservou por mais de 80 anos. Não foi para isso que a Cia de Terras reservou este bosque. Já em 1930 a Cia de Terras profetizava que Londrina iria se tornar uma grande metrópole e precisaria deste Bosque para rebater o calor e umedecer o ar através da fotossíntese graciosamente feita pelas árvores. Os inteligentes engenheiros ingleses planejaram também com este bosque um lugar para que pudéssemos contemplar a maravilhosa criação de Deus, pois ali temos belas árvores e belas aves que ainda se arriscam pousar e cantar nas alvoradas e no  entardecer. Bom, me desculpem os engenheiros atuais da prefeitura de Londrina, mas eu, mesmo não tendo a vossa formação, não deixaria cortar uma árvore sequer desta santuário ecológico. No meu entendimento, comparando o Bosque de Londrina com o Parque do Ingá de Maringá, nós teríamos que plantar o dobro de árvores. Perdemos mais uma vez para Maringá em qualidade de vida. Isso que os novos planejadores da cidade fizeram não passa de um crime contra o meio ambiente. Nunca mais recuperaremos estas centenárias arvores, mesmo que um outro prefeito queira amenizar este prejuízo ambiental. Este pequeno trecho de rua aberto com a morte destas indefesas árvores não vai  aliviar nada o caos que vemos em nosso trânsito. São milhares de carros que transitam a todo instante. A única solução para aliviar este intenso trânsito seria proibir o trânsito de véiculos de acordo com as placas em dias alternados. O bosque não é culpado de nada. Sou morador de Rolândia mas  estou sentido muita dor no peito pela matança destas pobres e lindas árvores que já estão fazendo falta para o nosso meio ambiente. Deixo aqui o meu protesto. Protesto de alguém que ama e defende o meio ambiente já há mais de 25 anos. Peço ao povo de Londrina que nunca mais permita crimes iguais a este. Deus tenha piedade e misericórdia de quem assinou esta triste ordem.  - JOSÉ CARLOS FARINA - ADVOGADO - ROLÂNDIA
FOTO GUTO ROCHA

ROLÂNDIA - MORADOR PROTESTA CONTRA VENDA DE ÁREAS VERDES

Bom dia, vi o jornal deste fim de semana e fiquei  abismado...


Eles estão querendo lotear as nossas praças, para que? Fins lucrativos, para campanha politica? Para encher os cofres públicos ou ...? Para beneficiar apenas os grandes de Rolândia ou seja as imobiliárias, que irão ganhar muito. Ai EU pergunto para vocês e o povo,

as nossas crianças,ficarão sem as areas verdes para brincar, passear.

Ao invés deles preservarem, eles querem acabar com tudo...

Vamos lutar pelas nossas areas verdes que já são poucas...

Eu levo meus filhos todo final semana no bosque manoel muller, e sempre tem outras pessoas caminhando ou brincando com sua familia.
Vamos lutar contra esta desafetação e sim pela preservação. 

PEDRO AFONSO
pe_afonso@hotmail.com
FOTO By JOSÉ CARLOS FARINA

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

ANDRÉ VARGAS CONDENA MATANÇA DE ÁRVORES DO BOSQUE DE LONDRINA


Bosque de Londrina: parece que não tem fiscalização


Do deputado André Vargas sobre o cortes de árvores do Bosque central  nesta sexta-feira, 11/11/11; “parece que Londrina não tem Polícia Ambiental, IAP ou Ministério Público. Se fosse na época do PT, os responsáveis estariam presos”.

A vereadora Lenir de Assis luta solitária no Bosque, onde esta desde esta manhã tentando impedir o fim das árvores. Ao acionar a Polícia Ambiental ouviu uma pérola: “são só algumas árvores”...BLOG DO ANDRÉ VARGAS

VÍDEO BOSQUE DE LONDRINA ( TRÊS VÍDEOS By FARINA )



ONG "MAE" ACIONARÁ PREFEITURA SOBRE DESTRUIÇÃO DO BOSQUE DE LONDRINA

Juliana Leite

A ong Meio Ambiente Equilibrado (MAE) pretende ajuizar, na próxima semana, uma ação civil pública contra a Prefeitura de Londrina por conta do corte de pelo menos 18 árvores nativas do Bosque Central, realizado na manhã desta sexta-feira (11).
Segundo o advogado da entidade, Camillo Viana, será preciso pedir judicialmente uma intervenção da ação da prefeitura no local. "Não vamos ter saída e teremos que tentar impedir que isso continue ocorrendo", comentou.
Ele ainda comentou que teve acesso a um plano de manejo das árvores do Bosque, elaborado pela Secretaria Municipal de Ambiente (Sema) após ser autuada anteriormente pelo corte indevido de espécies nativas, que não previa novas retiradas.
"O documento vai ser anexado ao procedimento, pois apenas dita regras de limpeza e manitenção de lá. Não há previsão de corte de nenhuma árvore", comentou.
Outro ponto que está sendo estudado pela Ong MAE é o fato de que a solicitação para a abertura da Rua Piauí, como prevê o projeto de revitalização do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), teria que ter sido remetida à aprovação do Conselho Municipal das Cidades.
"Estão destruindo uma área pública de lazer e não sei se de fato isso vai resolver o problema de trânsito no Centro. Particularmente, eu acredito que não. Teria que ser apresentado um estudo que mostrassem que abrir mão do Bosque seria algo realmente fantástico para o trânsito. Mas isso não foi feito", declarou.
O advogado ainda questionou os recentes ações da prefeitura, que vem retirando espaços públicos sem projetos que justifiquem as ações. "Parece que vão eliminando as coisas, como os banheiros públicos, o coreto no calçadão, por exemplo e as pessoas vão deixando de lembrar disso, de questionar tudo isso", disse.
IAP pede explicações
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) notificou nesta sexta-feira (11) a Secretaria Municipal de Ambiente (Sema) de Londrina, Secretaria Municipal de Obras e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) para prestar esclarescimentos sobre o corte indevido de árvores do Bosque.
Os representantes deverão comparecer ao escritório regional do órgão na quarta-feira (16), às 9h. Segundo informações da assessoria de imprensa do órgão, não houve solicitação para a retirada das 17 árvores nativas do local. Além disso, a ação da prefeitura descumpriu a portaria nº 225, de outubro deste ano, que diz que o pedido, se fosse feito, também teria que ser publicado no Diário Oficial e nos jornais da cidade
.

IAP NOTIFICA PREFEITURA SOBRE A DESTRUIÇÃO DO BOSQUE

ODIARIO.COM

  • IAP notifica Prefeitura de Londrina para explicar corte de árvores do Bosque Central

  • Juliana Leite
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) notificou nesta sexta-feira (11) a Secretaria Municipal de Ambiente (Sema) de Londrina, Secretaria Municipal de Obras e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) para prestar esclarescimentos sobre o corte indevido de árvores do Bosque Central, realizado durante o período da manhã.
O coordenador do IAP em Londrina, Andrew Pinheiro, não quis comentar o assunto. Segundo informações da assessoria de imprensa do órgão, não houve solicitação para a retirada das 17 árvores nativas do local. Os representantes da prefeitura devem comparecer ao escritório regional do IAP na quarta, às 9h, para dar mais detalhes da ação.
Ainda assim, mesmo que se houvesse o pedido, seria necessário dar publicidade ao requerimento, conforme portaria 225 de outubro de 2011 do IAP. O pedido de autorização deveria ser publicado no Diário Oficial do Município e em jornais de circulação de Londrina.
Segundo nota encaminhada ao odiario.com, a situação está sendo apurada. "Antes de qualquer autuação é preciso que o órgão ambiental estadual apure todos os fatos e a responsabilidade dos cortes".
De acordo com o município, a retirada das árvores foi realizada no intuito de cumprir parte das recomendações do projeto do Ippul, que prevê a liberação da Rua Piauí e a revitalização da área.

Acervo Pessoal/Guto Rocha
IAP notifica Prefeitura de Londrina para explicar corte de árvores do Bosque Central. Guto Rocha
IAP quer explicações sobre o corte das árvores nativas
O secretário municipal do Ambiente, José Novaes Faraco, foi procurado pela reportagem de odiario.com para comentar sobre a notificação, mas estava com o celular desligado. Por volta das 16h, ele havia comentado que o corte foi feito atendendo ao pedido do Ippul. Ele não teria assinado o documento que dava autorização para o corte, mas sim um técnico da secretaria.
Já a presidente do Ippul, Regina Nabhan, e o secretário municipal de Obras, Bruno Morikawa, não atenderam as ligações. A informação é de que todos participavam de cerimônia de entrega das obras da região da rotatória do Moringão, na região central da cidade.
O corte das árvores gerou protestos e mobilizou a rede social Facebook. O jornalista Guto Rocha registrou a ação dos homens da Prefeitura de Londrina com suas motosserras e compartilhou as imagens com os usuários. Ele criticou a retirada das árvores e a abertura da Rua Piauí.
A vereadora Lenir de Assis (PT) também não ficou contente com a Prefeitura de Londrina. Ela comentou que cobrar dos órgãos ambientais uma postura sobre o caso. Lenir ainda afirmou que levaria o assunto para discussão na próxima sessão da Câmara Municipal, que ocorre também na quarta-feira devido ao Feriado de Proclamação da República.